quarta-feira, 24 de junho de 2009

GREVE DOS PROFESSORES DO CEARÁ

Governador diz que há radicalismo
Ao chegar à Assembléia Legislativa para o evento, o governador Cid Gomes se deparou com uma forte manifestação de professores da rede estadual que estão em greve e buscavam negociar com o Governo. Foi tamanha a manifestação, que Cid Gomes topou conversar com os grevistas após a palestra do ministro Roberto Mangabeira Unger.Depois de mais de uma hora de negociação, o chefe do Executivo concedeu entrevista coletiva, na qual lamentou a postura de “radicalismo” de um setor dos professores do Estado.“Tem um segmento dos professores absolutamente radical com o qual a gente dialoga, mas eles estão sempre intransigentes. Há uma decisão judicial que declara como ilegal a greve e é nosso dever tomar as providências que determina o juiz”, disse o governador, para contrariar a principal reivindicação dos professores na reunião de ontem, a de que o chefe do Executivo retire a ação que declarou a atual greve dos professores como ilegal. “O governo tem procurado atender a todas as demandas. Concurso público, progressão horizontal e estamos fazendo simulações da data base com aumento que recompõe a inflação e dá ganho real aos professores. É isso que está sendo feito”, disse.Questionado se haveria radicalismo por parte dos servidores, ele sugeriu: “bom, acho que vocês (imprensa) podem analisar isso mais do que eu”, disse o governador, ao reforçar a abertura de uma mesa de negociação desde que ele assumiu a chefia do Executivo estadual, em 2007.Cid Gomes voltou a garantir que professores e policiais terão aumento salarial acima da infração e lamentou a atitude de uma parte dos educadores que estão resistentes às gratificações por produtividade, como quer o governo.ProtestoEmbora a reunião de ontem tenha se estendido por mais de uma hora, os representantes do Sindicato Unificado dos Trabalhadores em Educação do Estado do Ceará (Sindiute) não saiu satisfeito. A deputada Raquel Marques (PT), que apóia o movimento grevista, informou, ao sair da reunião, que nada havia de avanço entre servidores e Governo. “Eu deixei claro ao governador que apoio o movimento e não há avanço. Os professores querem que ele retire a ação da ilegalidade da greve, e o governador tem uma posição muito firme e continua o impasse por enquanto”, afirmou a parlamentar.

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