sexta-feira, 26 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON- REI DO POP MORRE AOS 50 ANOS

Michael Jackson teve uma parada cardíaca em sua casa em Los Angeles e levado imediatamente para um hospital Michael Jackson planejava voltar aos palcos no próximo dia 13 de julho numa turnê de 50 apresentações em Londres. Os ingressos para os shows foram todos vendidos O cantor norte-americano Michael Jackson morreu ontem em Los Angeles, nos Estados Unidos, aos 50 anos. Ele estava internado no Centro Médico da Universidade da Califórnia (UCLA Medical Center), após sofrer uma parada cardíaca.
A informação, divulgada inicialmente pelo site especializado em celebridades TMZ, foi confirmada pelo jornal ´Los Angeles Times´´, com base em informações da Polícia. O cantor foi levado para o hospital no início da tarde de ontem. Um pedido de resgate médico foi feito de sua casa às 12h21 (16h21 em Brasília). Paramédicos do Corpo de Bombeiros o encontraram já sem sinal de pulso ou de respiração.
Segundo o capitão Steve Ruda, do Corpo de Bombeiros, paramédicos chegaram à casa de Jackson às 12h26. Uma tentativa de reanimação foi feita ainda no local pelos paramédicos.
O cantor foi levado imediatamente ao hospital, a quatro quilômetros de sua casa - cerca de seis minutos de carro.

O astro começou sua carreira aos seis anos, cantando ao lado de quatro irmãos - Jackie, Tito, Jermaine e Marlon - na banda Jackson 5

Carreira de sucesso

Jackson estreou na carreira artística com seus irmãos na banda The Jackson Five em 1962. A carreira solo do cantor foi iniciada em 1970, quando ele deixou o grupo Jackson 5. Ele arrebatou milhões de fãs em todo o mundo ao criar um novo estilo, que unia canções de refrão fácil, musicalidade e muita dança.

Em 1972, foi eleito o melhor vocalista masculino do ano por seu primeiro disco solo, ´Got to Be There´´. Alcançou o sucesso nos anos 80, quando revolucionou a música pop. Em 1982, ´Thriller´ vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo. Jackson é o artista solo que mais vendeu discos no mundo, mais de 200 milhões de cópias. Em sua fase menos popular, o cantor vendeu 8 milhões de discos com ´Invincible´´ (2001), seu último lançamento de inéditas.

Em 1994 Jackson se casou com a filha única de Elvis Presley, Lisa Marie, mas o casamento terminou em divórcio em 1996. No mesmo ano Jackson se casou com a enfermeira Debbie Marie Rowe e eles tiveram dois filhos, Prince Michael I e Paris Michael, antes de se separarem em 1999. O cantor tem ainda outro filho, Prince Michael II, cuja mãe não é conhecida e especula-se que tenha sido uma gravidez de aluguel.

Com o passar dos anos, denúncias e esquisitices passaram a chamar mais atenção do que suas músicas. A transformação física por meio de operações plásticas sempre recebeu atenção especial da imprensa especializada em celebridades.

Em 2003, foi acusado de abuso sexual a um menor. No mesmo ano, se entregou à polícia da Califórnia. Acabou absolvido de dez acusações diferentes dois anos depois.

Passava por várias dificuldades financeiras, que o levaram a vender vários bens. Não lançava um álbum de estúdio desde ´Invincible´´. No entanto, no próximo dia 13 de julho iniciaria uma extensa turnê de 50 apresentações na O2 Arena, em Londres - os shows se estenderiam até março de 2010.

Michael Jackson começou sua carreira solo em 1972. Em 1979, ele lançou o álbum ´Of The Wall´, considerado um disco cheio de sentimentos que o introduziu ao mundo adulto

Passagens pelo Brasil

Michael visitou o Brasil três vezes durante sua carreira. Em 1974, com o Jackson Five. Em 1993 veio para dois shows, no estádio do Morumbi, em São Paulo.
Em São Paulo, Jackson acabou quebrando o protocolo.
Um desses veículos da comitiva do astro atropelou dois irmãos quando Michael Jackson deixava a fábrica de uma empresa de brinquedos que visitara. A menina não sofreu nenhum ferimento grave, mas seu irmão, Márcio Alberto de Paulo, de 15 anos, acabou quebrando a perna.
Jackson, então, decidiu visitar o garoto no hospital. Ele chegou rodeado por seguranças e posou para fotos com os médicos antes de entrar no quarto em que o garoto se recuperava. Ele deu um longo aperto de mão no menino, abraçou a irmã e cumprimentou os pais.
O astro voltou ao Brasil três anos depois, em 1996, com a missão de gravar um clipe para o single ´They Don´t Care About Us´, do disco ´HIStory: Past, Present and Future Book I´, lançado no ano anterior.
O cantor escalou o grupo Olodum para tocar percussão pelas ruas do pelourinho, em Salvador, Bahia, e na favela Dona Marta, no Rio de Janeiro.
Apesar da festa que estava armada para a gravação, o governo carioca quase impediu as filmagens porque acreditava que sua divulgação pudesse prejudicar a imagem do país. O problema foi solucionado pelo diretor do clipe, Spike Lee, que negociou com o traficante Marcinho VP e teve permissão para filmar no morro.

Em 1982, foi lançado o disco ´Thriller´, um sucesso estrondoso que rendeu sete singles que figuraram entre os Top 10. O CD vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo

VIDA POLÊMICA

Michael Jackson ganhou fama ao revolucionar a música pop no começo dos anos 80, sendo o artista solo que mais vendeu discos no mundo: mais de 750 milhões de cópias. Sua trajetória também foi marcada por polêmicas.
REPERCUSSÃO
"Estou completamente chocada e triste. Meu coração está com os filhos dele"
Lisa Marie Presley
Ex-mulher de Michael Jackson
"Estou arrasada com essa notícia terrível. Ele era um gênio e um artista incrível"
Celine Dion
Cantora
"Todos os californianos expressam seu choque e sua tristeza com sua morte"
Arnold Schwarzenegger
Governador da Califórnia
"Ele foi criativo, original e muito inspirador. Lamento que tenha morrido tão jovem"
Ivete Sangalo
Cantora
ANÁLISE
Seu legado sobreviverá
DELLANO RIOS
Repórter
O rei está morto. São poucos os que merecem tal epitáfio.
Foi assim com Elvis Presley e John Lennon. Não cito Elvis e Lennon à toa. Tirando eles, não há outras figuras na música pop que se comparem a Michael Jackson. Madonna, que chega bem perto, se humanizou na última década. Jackson não.
Ele era sobre-humano, recluso, com uma biografia inverificável, onde os capítulos foram escritos em meio a boatos publicados pela imprensa. Ele encarnou como poucos a polêmica exposição das celebridades.
Os 45 anos de carreira são uma das mais completas representações da indústria fonográfica do último século. Ao gravar discos que se tornaram clássicos do pop, ele ajudou a definir uma cultura que vai além da música. Definiu a estética do videoclipe, popularizou o break e a dança de rua, trabalhou na reafirmação da parcela afro-descendente dos EUA. Vendeu mais de 100 milhões do disco “Thriller” (1982) e se manteve, até seu último trabalho (“Invincible”, de 2001), indefinível. Misturou soul, funk, R&B, rock e pop para criar uma música que só se encontra em seus próprios álbuns.
A importância de Michael Jackson se reafirma com sua morte. Ele foi ícone de um tempo em que a indústria da música contabilizava suas vendas em milhões de discos e desaparece quando este mesmo cenário está em ruínas. Desaparece quando o reinado do pop se dilui na oferta quase infinita da internet, da pirataria, da crise das gravadoras e quando a previsão de Andy Warhol se confirma: a fama dura pouco mais de 15 minutos. O rei se retira, porque o seu trono já não existe mais.A única certeza é a de que o rei morre, mas o seu legado sobrevive.
Em novembro de 2002, Michael Jackson segurou seu terceiro filho, Prince Michael II, então com nove meses, do lado de fora da sacada de um hotel em Berlim, na Alemanha, causando escândalo e indignação em todo o mundo e obrigando o cantor a se desculpar

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