sábado, 10 de setembro de 2011

11 DE SETEMBRO: Al Qaeda oferece nova ameaça

Autoridades confirmam o risco de atentados feitos pela rede terrorista em Nova York e Washington
Vista do memorial que foi construído na área onde estavam localizadas as torres gêmeas do World Trade Center. O local vai ser palco da homenagem às vítimas dos atentados de 2001.
Al Qaeda está por trás da nova ameaça "crível" de ataque, mas não confirmada, contra os Estados Unidos, amanhã, durante o 10º aniversário dos ataques de 11 de Setembro, afirmou ontem a secretária de Estado Hillary Clinton.
"Nos reunimos aqui em Nova York após a notícia, divulgada na noite passada, de uma informação específica, crível, mas não confirmada, de que a Al Qaeda novamente procura atingir americanos e, em particular, atacar Nova York e Washington", disse Hillary em discurso.
A Casa Branca afirmou na quinta-feira (8) que investiga uma ameaça terrorista contra os Estados Unidos "real e específica, mas não confirmada", conforme se aproxima o 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Hillary ressaltou que as lideranças extremistas foram "devastadas" na última década, mas a ameaça da Al Qaeda ainda existe. Segundo ela, as ameaças de novos ataques estão sendo investigadas pelo serviço de inteligência americano.
"Praticamente todos os principais associados (da Al Qaeda)perderam agentes-chaves, inclusive o número dois da organização (Atiyah Abd Al Rahman), morto no mês passado", disse.
"Mas temos que ser claros a respeito da ameaça remanescente. Cidades como Londres, Lahore (Índia), Madri e Mumbai foram atacadas desde o 11 de Setembro. Recentemente, Abuja (na Nigéria) entrou nesta lista. Milhares de inocentes, a maioria deles muçulmanos, foram mortos".
A secretária afirmou que os EUA não podem aceitar a "viver com medo, perdendo seus valores e se escondendo do mundo".
"A América não pode se render tão rapidamente a novos tipos de ameaças. É um imperativo que não cometamos o mesmo erro", disse a secretária.
Uma fonte não identificada também disse que as ameaças detectadas pelas autoridades americanas têm relação com Ayman Al Zawahiri, que substituiu Osama Bin Laden no comando da Al Qaeda.
No entanto, a secretária de Estado ressaltou que o governo americano fará uma campanha "incansável" contra as ameaças, e que no final deste mês promoverá o Fórum Global Antiterrorista, que contará com a presença de representantes de 30 países, para identificar ameaças globais e compartilhar conhecimentos sobre os ataques.
Carro-bomba
O vice-presidente americano, Joe Biden, também afirmou ontem que não há indícios evidentes de uma ameaça em Nova York ou Washington, mas revelou que as autoridades investigam um eventual ataque com carro-bomba no país
"Não temos indícios evidentes, mas falamos do uso de um carro-bomba", afirmou Biden ao canal "ABC". "Fomos informados por uma fonte confiável de que existia um plano para fazer entrar nos Estados Unidos pessoas que executariam o plano, mas no momento não temos confirmação", completou.
Biden destacou ainda que as forças especiais americanas encontraram documentos na casa onde Osama bin Laden morava que indicavam que "ele estava interessado em um ataque no dia 11 de setembro".
A imprensa americana diz que a ameaça teria como alvo Nova York ou Washington, duas cidades afetadas pelos ataque executados em 2001 pela Al Qaeda, que deixaram quase 3.000 mortos.
As duas cidades serão visitadas pelo presidente Barack Obama nos eventos programados para amanhã para homenagear as vítimas dos ataques.

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