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MAGAZINE LUIZA

sexta-feira, 6 de maio de 2011

AL-QAEDA JURA VINGAR MORTE DE BIN LADEN

MAPA
Gráfico da operação contra a casa de Bin Laden (AFP, Dl)

A Al-Qaeda jurou manter "a jihad" para vingar a morte de seu líder, Osama bin Laden, morto há cinco dias por um comando americano cujos membros devem receber nesta sexta-feira as felicitações do presidente Barack Obama pessoalmente.
A rede islamita também confirmou a morte de seu líder em um comunicado, com um tom belicoso e enfático, assinado pelo comando geral da Al-Qaeda e datado de terça-feira.
"O xeque combatente (...) Abu Abdallah, Osama bin Mohamed bin Laden foi morto (...) pelos tiros da traição e da apostasia", escreveu a Al-Qaeda.
A rede extremista, responsável pelos atentados de 11 de setembro que deixaram quase 3.000 mortos nos Estados Unidos, promete que "o sangue" de Bin Laden "terá sido derramado em vão e que isso será uma maldição para os americanos e seus agentes".
A Al-Qaeda manifestou sua "determinação de continuar no caminho da jihad" traçado por seu líder e assegura que "os soldados do Islã manterão, por grupos e individualmente, e sem descanso o planejamento" de sua luta.
Pouco depois da divulgação da mensagem desta sexta-feira em sites islamitas, a Casa Branca assegurou estar "muito consciente que tais atos possam ser cometidos". "Estamos extremamente vigilantes a respeito", disse Jay Carney, o porta-voz de Barack Obama.
Em sua mensagem, a Al-Qaeda anuncia a divulgação "em breve" de um registro sonoro de Bin Laden sobre as revoltas no mundo árabe, gravado uma semana antes de sua morte.
Osama bin Laden, inimigo público número um dos Estados Unidos, foi morto na noite de domingo para segunda-feira durante uma operação das forças especiais americanas contra a residência onde estava escondido em Abbottabad, cidade 80 km norte de Islamabad, no Paquistão.
O comando que efetuou o ataque era, segundo a imprensa americana, composto principalmente por membros da "Team 6" (Equipe 6) dos Seals, unidade tão secreta que suas missões nunca foram confirmadas.
Aguardado à tarde em Fort Campbell, base militar do Kentucky (centro-oeste), o presidente Obama "terá a oportunidade de agradecer particularmente a alguns membros das forças de operações especiais envolvidos na operação", indicou um alto funcionário americano.
A operação, que durou quarenta minutos, realizada por 79 homens, permitiu não apenas eliminar Bin Laden, como também ter acesso a uma quantidade grande de documentos (discos rígidos, CD-ROM...) que representam potencialmente uma mina de informações.
Os Estados Unidos logo se aproveitaram delas: o Departamento de Segurança Interna anunciou na quinta-feira que a Al-Qaeda tentaria preparar atentados em trens dos Estados Unidos para marcar o 10º aniversário do 11 de Setembro.
A informação foi retirada de documentos obtidos depois do ataque, segundo uma fonte ligada ao caso. Ela mostra que Bin Laden parecia estar ainda envolvido ativamente e operacional, pelo menos até fevereiro de 2010.
A sexta-feira, dia de orações no mundo muçulmano, foi marcada por várias manifestações em homenagem ao líder da Al-Qaeda.
Centenas de islamitas protestaram no Cairo perto da embaixada dos Estados Unidos. Os participantes exibiam imagens do líder da rede extremista com a inscrição "Osama bin Laden é o símbolo da jihad".
Cerca de 200 pessoas também protestaram em Istambul contra os Estados Unidos, diante da mesquita Fatih, exibindo uma faixa com a inscrição "Estados Unidos terroristas, Osama mujahedin" (combatente) e bradando "Allah akbar" (Deus é grande).
No Paquistão, centenas de pessoas protestaram na cidade de Quetta (sudoeste), para prestar "homenagem" a Bin Laden e convocar a jihad contra Washington. A manifestação foi organizada pelo partido islamita Jamiat-Ulema-e-Islam (JUI).
"Longa vida a Osama", gritava a multidão, estimada em menos de mil pessoas por um correspondente da AFP.
As relações entre Washington e Islamabad ficaram mais tensas depois do ataque contra Bin Laden, com autoridades americanas acusando o Paquistão de jogo duplo, enquanto o Paquistão, que rejeita essas acusações, alertou que qualquer novo ataque teria consequências.
O chefe do Estado-Maior Ashfaq Parvez Kayani "disse claramente que qualquer ação desse tipo, violando a soberania do Paquistão, acarretará uma revisão do nível de cooperação militar e no domínio da inteligência com os Estados Unidos", indicou na quinta-feira o Estado-Maior do Exército paquistanês.
O Exército paquistanês reconheceu, no entanto, "suas próprias falhas de inteligência sobre a presença de Osama bin Laden no Paquistão".
O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf atribuiu à incompetência das agências de inteligência de seu país o fato de Osama bin Laden ter vivido por tantos anos no Paquistão sem ser localizado.
"Só podemos chegar a duas conclusões", afirmou Musharraf à Rádio Pública Nacional. "Uma é a cumplicidade de nossas agências de inteligência. A segunda é a incompetência, e eu creio firmemente nesta última".

OBAMA NO MARCO ZERO: ´MORTE DE BIN LADEN É RECADO AO TERRORISMO´

Presidente afirma que a operação mostra que os Estados Unidos "nunca vão esquecer" o 11 de setembro

Barack Obama depositou uma coroa de flores no Marco Zero de Nova York, onde ficavam as Torres Gêmeas, e fez um minuto de silêncio em homenagem às vítimas
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, referiu-se, ontem, à morte do líder da Al Qaeda Osama Bin Laden como uma mensagem aos terroristas de que os Estados Unidos nunca se esquecerão dos ataques de 11 de setembro de 2001.  
Falando durante uma parada não programada em um corpo de bombeiros de Manhattan logo após chegar a Nova York, Obama disse que a morte de Bin Laden enviou uma mensagem. "Quando dizemos que nunca vamos esquecer, falamos sério", disse Obama na frente de um caminhão dos bombeiros.
"Este é um local simbólico do sacrifício extraordinário que foi feito naquele dia terrível de quase dez anos atrás", disse.
Depois, Obama depositou uma coroa de flores no Marco Zero de Nova York, em uma cerimônia que buscou cicatrizar definitivamente as feridas dos ataques contra as Torres Gêmeas, que deixaram 3 mil mortos. Obama inclinou-se e fez um minuto de silêncio no local onde erguiam-se os prédios.
A Casa Branca assegurou que não se tratava de uma visita para cantar vitória, e sim uma forma de homenagem às vítimas dos ataques que desencadearam a polêmica guerra global dos Estados Unidos contra o terrorismo.
"É claro que não podemos trazer novamente os amigos que vocês perderam, e sei que cada um de vocês não chora apenas por eles, mas também estiveram nos últimos dez anos com suas famílias, seus filhos, tentando dar consolo e apoio a eles", discursou Obama.
A Casa Branca tentou evitar a polêmica sobre as circunstâncias exatas da ação que acabou com a morte de Osama Bin Laden, destacando, por sua vez, que a perigosa missão foi executada "perfeitamente".
Obama convidou para a cerimônia o seu antecessor, George W. Bush, que era presidente quando ocorreram os atentados de 2001, mas o ex-presidente não aceitou.
Agradecimento
Obama fará, hoje, um agradecimento em particular a alguns membros da força especial de elite norte-americana envolvida na operação que matou Osama bin Laden. O encontro acontecerá quando o presidente visitar Fort Campbell, no Kentucky, para se encontrar com várias tropas que voltaram do conflito no Afeganistão.
Ontem, Obama se reuniu com o vice-almirante William McRaven, que era o comandante geral da missão Bin Laden.
Fort Campbell é a base de alguns pilotos de helicóptero do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais, especializado em transporte de tropas em missões especiais.
O índice de popularidade de Obama subiu a 52% após a morte de Bin Laden, indicou, ontem, uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup. De acordo com o levantamento nos três dias anteriores à operação, realizada no último domingo (1º), a taxa de aprovação de Obama havia ficado em 46%.

PREFEITO FONTELES CONVIDADO PELO GOVERNADOR CID GOMES PARA PARTICIPA DE SEU GOVERNO ITINERANTE NA CIDADE DE SOBRAL

 prefeito Fonteles, confirmou sua presença e acompanhará o Governo Itinerante de Cid Gomes, aproveitando para conversar com o governador e secretários do Estado, para fazer as reivindicações dos meruoquenses
O prefeito de Meruoca, Fonteles-PT, recebeu convite da Coordenadora do Cerimonial do governador Cid Gomes, para participar de seu Governo Itinerante na cidade de Sobral, que acontecerá no sábado dia 07 de maio, a partir das 9:00h da manhã, no Centro de Convenções.
De acordo com o convite enviado ao gestor municipal, inicialmente o governador estará com seus secretários no Centro de Convenção, quando falará aos presentes e explica as razões da instalação do governo em Sobral por todo o sábado em Sobral. Em seguida Cid Gomes se deslocará até o Anexo da Câmara Municipal de Sobral, e se instalará no Gabinete do Presidente João Alberto Adeodato Júnior, para despachar com os prefeitos da Região Noroeste do Estado, e recebendo as suas reivindicações.
Na parte da tarde, mais precisamente por volta das 16h30min, Cid Gomes se deslocará até o Distrito de Rafael Arruda, para a inauguração da Escola de Ensino Médio Agostinho Neres Portela, e por último inaugurará às 18:00h, estará em Alto Alegre no Distrito de Jaibaras para entregar a comunidade daquele distrito a Escola de Ensino Médio Ayres de Souza.
O prefeito Fonteles, confirmou sua presença e acompanhará o Governo Itinerante de Cid Gomes, aproveitando para conversar com o governador e secretários do Estado, para fazer as reivindicações dos meruoquenses.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PRESIDENTE AFIRMA QUE A PUBLICAÇÃO DAS IMAGENS DE BIN LADEN MORTO PODE SER "INSTRUMENTO DE INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA"

RISCO PARA A SEGURANÇA

Obama decide que não vai divulgar as fotos


Após três dias de reflexão, o presidente Barack Obama decidiu, ontem, não divulgar as fotos do corpo de Osama bin Laden por considerar que representariam um "risco para a segurança" dos Estados Unidos e poderiam ser usadas como "propaganda inflamatória" pelos radicais islâmicos.
Alguns representantes exigiram no Congresso americano a divulgação das imagens, com o objetivo de dissipar dúvidas sobre a morte do líder da rede Al Qaeda no domingo, durante o ataque de um comando americano à casa onde o terrorista estava escondido no Paquistão.
Obama considera que os riscos acarretados pela divulgação dessas imagens superam os benefícios, explicou à rede de TV americana CBS. "Discutimos esse assunto internamente, e estamos absolutamente certos de que é ele. Houve exames de DNA. Então não há dúvida sobre o fato de termos matado Osama bin Laden", afirmou o presidente.
"É muito importante impedir a divulgação das provas fotográficas como um instrumento de incitação (à violência) ou de propaganda. Isso não está de acordo com o que somos. Não queremos divulgar este material como se fosse troféu. Dada a natureza violenta da foto, (sua publicação) criaria um risco para a segurança nacional", acrescentou Obama.
O presidente descartou publicar as fotos para acabar com as desconfianças. "De qualquer forma, teorias de conspiração ao redor do mundo vão alegar que as fotos são montagens", disse. No entanto, outras imagens da operação foram divulgadas. Nelas, aparecem terroristas mortos pelos americanos.
Alguns políticos republicanos discordaram da decisão de Obama. Sarah Palin, cotada para disputar a presidência em 2012, chamou o líder americano de "covarde". "Mostre as fotos como um aviso a quem quer a destruição da América. Faz parte da missão", opinou a ex-governadora do Alasca.
O senador republicano Saxby Chambliss, que viu as fotos, afirmou que as imagens "são o que você espera de alguém que levou um tiro na cabeça. Não é bonito de se ver".
Um forte desencontro de informações entre as versões da Casa Branca sobre o ataque que matou Bin Laden tem gerado polêmicas e criado a necessidade de uma versão definitiva.
Autodefesa
Ontem, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, afirmou que a morte de bin Laden foi um ato de legítima defesa nacional, e que ele não fez nenhuma tentativa de se entregar. Além disso, os americanos só aceitariam a rendição se ele tirasse toda a roupa antes.
Segundo a Central de Inteligência Americana (CIA), o terrorista levava presos ao corpo o equivalente a 500 euros em dinheiro e dois números de telefone, o que indicaria que ele estava pronto para fugir a qualquer momento.
´AFOGAMENTO SIMULADO´
CIA admite que torturou suspeitos
O diretor da Central de Inteligência Americana (CIA), Leon Panetta, confirmou o uso de técnicas de tortura nos interrogatórios para obter informações que levassem ao paradeiro de Bin Laden. Ele admitiu o uso do chamado "afogamento simulado", em que se amarra um pedaço de pano ou de plástico na boca da pessoa e derrama-se água sobre seu rosto, o que a leva a inalar água - causando a sensação de afogamento.
Entre outras técnicas usadas nas prisões secretas da CIA, incluindo os centros de detenção, como o de Guantánamo em Cuba, estão manter os prisioneiros acorrentados em posições desconfortáveis por um longo período de tempo e privá-los de sono por até 180 horas. As práticas foram introduzidas no início da chamada Guerra contra o Terror, a partir de 2001, durante a gestão de George W. Bush.
Após vários anos de intensa polêmica dentro e fora dos Estados Unidos, essas técnicas caíram em desuso em 2004 e foram proibidas pelo governo do presidente Barack Obama - que assumiu o poder em 2009.
Panetta garantiu que as pistas que levaram ao líder da Al Qaeda não vieram apenas deste tipo de interrogatório, mas de "muitas fontes".
Vários oficiais que participaram das sessões afirmam que as técnicas levaram a pouca informação sobre o paradeiro do chefe da Al Qaeda. Para a organização de direitos humanos Anistia Internacional, não existe prova suficiente de que as técnicas brutais aplicadas contra os prisioneiros levaram diretamente a Osama Bin Laden.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, também descartou que a informação obtida em Guantánamo tenha sido fundamental na busca.

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