terça-feira, 15 de novembro de 2011

Padrasto e mãe são suspeitos de matar filha

Um casal foi preso na noite de segunda-feira (14) suspeito de ter matado a filha de 25 anos que sofria de epilepsia na tarde de domingo (13), na cidade de Várzea Alegre, a 446 km de Fortaleza, segundo informações da Delegacia Municipal. De acordo com o delegado Marcus José de Oliveira, o laudo preliminar mostra que a jovem morreu devido um forte trauma na cabeça e não por um ataque epiléptico como alegaram os pais.
Segundo o delegado, o laudo preliminar mostra que a pancada foi deferido na parte de cima da cabeça, “um local impossível de ser atingido durante um ataque epiléptico”, disse o delegado Oliveira. Ele também explica que a pancada foi forte o suficiente para ocasionar a morte da jovem e que a posição em que ela foi encontrada, ajoelhada com a cabeça apoiada na rede, também gera suspeitas sobre a ocorrência do ataque epiléptico.
O caso
O delegado Oliveira afirma que os pais da jovem, a vítima e o namorado saíram no sábado (12) a noite para beber, voltando para casa às 4h do domingo. “Os quatro são alcoólatras, já são bem conhecidos na cidade. E não trabalham, vivem da aposentadoria da mãe da jovem”, afirmou. Após dormirem, continua o delegado, o casal saiu novamente para comprar bebidas e, ao retornarem, recusaram-se a dividir a bebida com o namorado da filha. Ele foi embora deixando a jovem com os pais.
Logo em seguida, ainda de acordo com Oliveira, os pais saíram novamente e afirmaram para a polícia que encontraram a filha morta quando chegaram em casa. Eles chamaram a polícia e contaram sobre a doença da vítima. Mas o laudo pericial foi solicitado para confirmar a causa da morte. De posse do laudo preliminar, a polícia chamou os pais da jovem para prestarem novo depoimento. “Nós falamos para eles sobre a pancada e eles se enrolaram, acusaram o namorado. Mas temos testemunhas que afirmam que o rapaz não voltou depois de sair, ele tem álibi”, explicou o delegado.
Laudo
O laudo definitivo sairá em 10 dias, segundo o delegado Oliveira, mas os pais já trocam acusações. “Os dois [o padrasto de 61 anos e a mãe de 49] estão sendo indiciados por homicídio doloso qualificado, pois a pancada era suficiente para matar. Se fosse diferente, se as convulsões sofridas depois da pancada fossem a causa da morte, a acusação seria diferente, não haveria intenção de matar”, disse.

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