segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Substituído no vaticano: Cardeal diz que foi vítima de ´corvos´

A saída de Tarcisio Bertone da Secretaria de Estado do Vaticano foi anunciada sábado pelo papa Francisco
 Cidade do Vaticano. O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, disse que foi vítima de "corvos e víboras" no período em que esteve no cargo, que deixará em outubro. As declarações teriam sido feitas no domingo em cerimônia religiosa em Siracusa, na ilha italiana da Sicília, informou a imprensa italiana ontem.
Tarcisio Bertone (à direita), 78, é desde 1986 o homem de confiança do agora papa emérito Bento XVI, ao qual foi "fiel escudeiro" durante os escândalos que sacudiram seu pontificado
A substituição de Bertone foi anunciada no sábado (31) pelo papa Francisco, que decidiu substituí-lo pelo atual núncio da Venezuela, o italiano Pietro Parolin. O pontífice fez a substituição de Bertone em meio a uma ampla reforma da Cúria.
"Vejo o balanço desses anos como positivo. Claro que houve muitos problemas, especialmente nos últimos dois anos. Foram feitas acusações sobre mim. Uma rede de corvos e víboras. Mas isso não deve obscurecer o que considero um balanço positivo", declarou.
Para o cardeal, alguns casos que ocorreram no Vaticano "escaparam de nossas mãos porque esses problemas estavam "selados no interior da gestão de certas pessoas que não entravam em contato com o secretariado de Estado".
Tarcisio Bertone, 78, é desde 1986 o homem de confiança do agora papa emérito Bento XVI, ao qual foi "fiel escudeiro" durante os escândalos que sacudiram seu pontificado. O cardeal foi atingido pelo escândalo do vazamento dos documentos vaticanos (o chamado Vatileaks), nos quais era acusado de má gestão e de abuso de poder.
Seu nome aparecia em cartas como as enviadas pelo núncio nos EUA e ex-secretário-geral do Governatorato da Cidade do Vaticano (governo que administra este Estado), Carlo Maria Viganó, nas quais tentava advertir o agora papa emérito sobre a "corrupção, prevaricação e má gestão" que haveria na administração vaticana.
Bento XVI já tinha rejeitado uma primeira renúncia de Bertone por motivos de idade em 2009, explicando que não queria "renunciar à valiosa colaboração" do cardeal, e após o escândalo também voltou a demonstrar sua confiança no secretário.
Diplomata
O italiano Pietro Parolin, nomeado secretário de Estado da Santa Sé, aos 58 anos, assumirá suas funções em 15 de outubro. Ele é um homem da diplomacia vaticana, poliglota e particularmente jovem para este posto.
Diplomata de carreira, ao contrário de seu antecessor, cardeal Bertone, o monsenhor Pietro Parolin é originário de Veneza, no nordeste da Itália.
Nascido em 17 de janeiro de 1955, no povoado de Schiavon, Parolin é filho do dono de um bazar e de uma professora de jardim de infância. Aos 10 anos, ele perdeu seu pai, vítima de um acidente. Quatro anos depois, em 1969, entrou para o seminário no momento em que a Igreja estava em plena tempestade causada pelo Concílio Vaticano II.
Ordenado padre em abril de 1980, Pietro Parolin passou dois anos na paróquia antes de ser enviado para a Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma para Estudos de Direito Canônico.
Em 1983, ele entrou para a Academia Pontifícia Eclesiástica, encarregada de formar o corpo diplomático da Santa Sé. Ele entrou para o serviço diplomático do Vaticano no dia 1º de julho de 1986 e atuou, sucessivamente, na Nigéria e no México.

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