quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Redução da bancada petista no Ceará foi fruto de erro

Dedé Teixeira reclama da coligação feita com partidos de candidatos com muitos votos
Deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores (PT) admitiram, ontem, que a redução da bancada de cinco para dois parlamentares na Assembleia Legislativa pelos próximos quatro anos foi uma grande perda para a agremiação. De forma a não perder força política no Estado, os correligionários apostam na vitória de Camilo Santana (PT) para o Governo.
Dos atuais cinco representantes do PT na Casa, dois não disputavam a reeleição: Camilo Santana, que quer ser governador, e Nelson Martins, ex-secretário do Desenvolvimento Agrário (SDA). Os outros três petistas, Dedé Teixeira, Professor Pinheiro e Rachel Marques, não somaram votos suficientes para retornarem à Assembleia no próximo ano. Os novos representantes do partido até 2018 serão Elmano de Freitas e Moisés Braz.
Para Dedé Teixeira, o partido "errou estrategicamente" ao ter se coligado a outros oito partidos (PRB, PTB, PSL, PHS, PV, PSD, SD e PROS) na disputa proporcional estadual. "Foi um erro que nós, na época, avaliamos errado. Os candidatos do PROS, do PSD, partidos mais próximos do governo tiveram vantagem na disputa. Foi um erro de avaliação nossa", admitiu.
Já o deputado Nelson Martins discorda que o arranjo tenha sido um erro, uma vez que todos defendem o mesmo projeto. "Quando você faz uma coligação, você tá pensando em um projeto. E você corre riscos. As candidaturas do PROS tiveram uma votação muito alta. Se o PT tivesse saído sozinho, teria feito no mínimo três (deputados). Mas isso faz parte, a gente está trabalhando um projeto nacional, é em nome desse projeto que a gente fez a coligação", defendeu.
Segundo Teixeira, a representação da sociedade no Parlamento foi influenciada pela interferência do poder econômico, o que poderia ser evitado com a realização de uma reforma política. "Vemos figuras totalmente desconhecidas, que não têm histórico de lutas. Mas, pelo fato de ser empresário e ter mais recursos para tocar a campanha, se elegeram. Vamos ter uma representação totalmente distorcida daquilo que são os anseios da maioria da população", lamentou, em referência ao Congresso Nacional.
Corroborando com o posicionamento de Teixeira, o deputado Professor Pinheiro também defendeu a realização de uma ampla reforma política para reduzir distorções da representação política. "A forma de financiamento desequilibra muito as campanhas eleitorais. Enquanto não corrigir isso, vai ter essas distorções em que alguns partidos que não tem nenhuma representação se unem apenas com o interesse eleitoral (de eleger representantes)". Para o parlamentar, entretanto, a reforma política não sairá da atual composição do Congresso Nacional

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