terça-feira, 4 de outubro de 2011

DIPLOMACIA: Brasil e Bélgica traçam acordos de cooperação

Durante cúpula, Dilma e premiê belga acertaram aprofundar cooperação em ciência educação e tecnologia
A presidente recebeu do primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, o apoio ao pleito do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas
A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, definiram ontem que brasileiros e belgas vão intensificar a cooperação nas áreas de educação, ciência e tecnologia. Uma das ideias é usar a tecnologia belga para lidar com o lixo nuclear e a troca de experiências para satélites espaciais, segurança em aeroportos e portos, além da administração de hidrovias.
O premiê disse que os belgas querem ajudar o Brasil na organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. "(Na Copa do Mundo de 2014) queremos cooperar pois participaremos, humildemente, sem a intenção de ganhar", afirmou.
Leterme também manifestou apoio ao pleito do Brasil para ocupar um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Dilma e Leterme conversaram cerca de uma hora. A crise internacional dominou a conversa, mas também foi discutida a proposta de aumentar a concessão de bolsas para estudantes brasileiros na Bélgica.
Combate à criseA presidente brasileira deu uma receita caseira à União Europeia para sair da crise econômica que tem arrastado ao caos países como a Grécia e ameaçado outros como Itália, Portugal e Espanha: adotar medidas que evitem a recessão. De acordo com Dilma, ajustes em demasia - como a Comissão Europeia vem impondo, por exemplo, à Grécia - só aprofundam a recessão.
Ao lado do primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, Dilma Rousseff lembrou que o Brasil e a América Latina passaram por forte restrição nos anos 80 e 90, com estagnação econômica e perdas significativas para sua população. Para sair daquele cenário, na visão da presidente, foi preciso adotar medidas não recessivas.
A presidente disse que na conversa que manteve com Leterme observou que o Brasil tem adotado medidas para evitar que a crise econômica que atinge a Europa se espalhe até o país. Para ela, os governos devem agir para garantir que não haja desemprego e que a população não sofra com a redução de conquistas sociais.
"O Brasil faz parte de uma região do mundo que nos anos 80 e 90 sofreu um processo de estagnação econômica, de perdas bastante significativas em todas as áreas, por um processo que se inicia no início dos anos 80 e que se chamou de ´crise da dívida latino-americana´. Destaquei que a nossa experiência demonstra que, no nosso caso, ajustes fiscais extremamente recessivos só aprofundaram o processo de estagnação, de perda de oportunidades e de desemprego e que dificilmente se sai da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o nível de crescimento da economia", afirmou a presidente.
EnergiaNo encontro, Dilma e Leterme discutiram, ainda, a cooperação tecnológica entre os dois países para o tratamento de resíduos nucleares. Da matriz energética brasileira, cerca de 2% são provenientes de energia nuclear.
Além disso, a Bélgica manifestou interesse em participar do processo de licitação na área de satélites espaciais geoestacionários. A concorrência deve ocorrer ainda este ano. Ela acrescentou que o Brasil também tem interesse que empresas belgas participem de licitações para áreas de portos, aeroportos e gestão de hidrovias.
O primeiro-ministro belga disse que seu país está disposto a promover intercâmbio para estudantes brasileiros estudarem engenharia, química e física, por exemplo.
Dilma Rousseff está em Bruxelas para participar da 5ª Cúpula Brasil-União Europeia, que começa hoje. No evento, ela vai reiterar a preocupação com os impactos da crise internacional e defender a parceria estratégica com o bloco como alternativa para amenizar os prejuízos. A presidente também foi convidada a abrir o 23º Europalia, o maior festival europeu de cultura que, este ano, vai homenagear o Brasil.

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