sábado, 15 de outubro de 2011

CORDÃO UMBILICAL: Hemoce vai ter banco de células-tronco

Tanque da unidade tem capacidade para estocar cerca de 3.600 mil bolsas e será o primeiro público do CE
A novidade dará outro impulso à ciência e tecnologia no Ceará. O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) deverá receber aval do Ministério da Saúde e, assim, começar a funcionar já a partir do próximo mês. No ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a parte estrutural da unidade, quando também foi apresentada toda a equipe de profissionais.
Agora, a expectativa é que o período de análise técnica chegue ao fim com a validação desse que será o primeiro banco público do Norte e Nordeste a fazer armazenamento de material genético sanguíneo para possibilitar a realização de transplantes e estudos científicos, num investimento médio de R$ 3,5 milhões. No Ceará, apenas unidades privadas, como a Criocord, estão credenciadas a efetuar o serviço até agora.
InvestimentoA coordenadoria do Banco Público de Cordão Umbilical e Placentário do Hemoce, sob o comando do médico Fernando Barroso, destaca a aprovação do serviço. "A diferença entre os dois tipos de bancos, além de um ser pago e o outro grátis, é que, no primeiro, a pessoa congela o material genético para próprio uso no futuro e, no segundo, a oferta das células-tronco será ampliada para quem necessitar", explica.
O Hemoce firmou convênios com três maternidades para a doação de cordões, a Maternidade Escola, o Hospital Nossa Senhora da Conceição e o Hospital César Cals.
Congelar o cordão umbilical como um "seguro biológico" é atualmente uma das escolhas para quem está grávida. "Eu optei por armazenar o material de minha filha, Juliana, é porque acredito na possibilidade de cura para várias doenças que possam acometê-la no futuro", diz a administradora de empresas, Carmem Maria de Oliveira.
Segundo ela, as células-tronco armazenadas poderão ser usadas em caso de necessidade de transplante de medula óssea. "Além de inúmeras pesquisas em andamento que caminham no sentido de consolidar o uso desse material para regenerar tecidos lesados e curar doenças hoje tidas como incuráveis".
De acordo com o médico Robston Rodrigues, a preservação do cordão umbilical de recém-nascidos em bancos de sangue vem crescendo mundo afora desde que o sangue do cordão foi considerado uma das fontes de células-tronco para o transplante de medula óssea ao ser utilizado em Paris, em 1988.
O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune, entre outras 70 indicações.
O sangue que circula no cordão umbilical é o mesmo do recém-nascido. Quando pesquisadores identificaram no cordão umbilical um grande número de células-tronco hematopoéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea, este sangue adquiriu importância para pessoas que necessitem do transplante.
A criação de bancos tendem a desonerar o sistema público de saúde, responsável pela coleta nos bancos. A coleta e o armazenamento de cada unidade custam em torno de R$ 3 mil para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical, vindas de registros internacionais, como os Estados Unidos, fica em torno de R$ 50 mil.

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