quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Câncer de tireoide: Cristina Kirchner será operada dia 4

Líderes da América Latina ligaram para a presidente argentina, se solidarizando. Ela vai se afastar por 20 dias


Bem-humorada, a presidente da Argentina agradeceu a solidariedade, mas sem fazer referências diretas ao câncer
A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, agradeceu, ontem, o apoio expressado pelos presidentes sul-americanos após o gabinete presidencial anunciar, na véspera, que ela seria submetida a uma cirurgia no próximo dia 4, em consequência de um câncer na tireoide.
Bem-humorada e distribuindo sorrisos, a presidente manteve o tom usual de seus discursos, agradecendo "todas as mostras de solidariedade e de apoio", mas sem fazer referências diretas ao câncer. O carcinoma papilífero da tireoide, que atinge Cristina, é o tipo mais comum de tumor maligno nessa glândula, segundo o cirurgião Fernando Luiz Dias, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio.
Ela agradeceu as ligações dos colegas latino-americanos e disse que o primeiro a demonstrar seu apoio foi Hugo Chávez, da Venezuela, seguido por Sebastián Piñera, do Chile.
A presidente Dilma Rousseff, que já passou por tratamento de um tumor, em 2009, também entrou em contato com Cristina na tarde de ontem. De férias na Base Naval de Aratu (BA), Dilma desejou sorte e disse que Kirchner terá a "força necessária" para enfrentar a doença, segundo informações do Blog do Planalto.
Questionamento

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, qualificou como "estranha e difícil de explicar" a recente sucessão de diagnósticos de câncer em líderes políticos latino-americanos, informa a emissora de televisão "Telesur" na internet. "Seria estranho se tivessem inventado uma tecnologia para induzir câncer e ela fosse desconhecida até hoje?". "Não sei dizer, mas deixo (a pergunta) para reflexão", disse.
Durante seu pronunciamento, Cristina ainda brincou com o vice-presidente Amado Boudou, que assumirá o Executivo a partir do dia 4. "Cuidado com o que você vai fazer, hein!", alertou Cristina se dirigindo a Boudou logo após comparar a atual situação com a vivida em seu primeiro mandato, no qual rompeu com o seu vice, Julio Cobos.
"É importante que o vice-presidente pense da mesma forma que a presidente eleita, porque imaginem o que poderia suceder, especialmente num mundo como o de agora, em crise, se assumisse alguém que defenda o esfriamento da economia, a eliminação total dos subsídios", comparou a presidente.
Cristina pediu colaboração dos funcionários, governadores, prefeitos e empresários para manter o modelo de crescimento econômico do país, e aproveitou para criticar setores sindicais e empresariais por "pressões" para manter "privilégios", em alusão às ameaças da Central Geral do Trabalho e outros sindicatos de fazer greve para obter reajustes maiores de salários.

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