terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MANTIDO NO CARGO: Pimentel tem apoio de Dilma

Segundo Ideli Salvatti, a avaliação do Governo é de que as explicações do ministro têm sido satisfatórias



  
 
Na semana passada, o Governo se articulou para derrotar a convocação de Pimentel para dar explicações
 
   
 

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou ontem que o ministro do Desenvolvimento e Indústria, Fernando Pimentel, envolvido em suspeitas de possível tráfico de influência relacionado às atividades de sua empresa de consultoria, tem o respaldo da presidente Dilma Rousseff.
"Nós temos, em primeiro lugar, o apoio da presidente. Ele acompanhou a presidente na viagem importante que aconteceu nesse fim de semana à Argentina e nós temos a convicção de que o ministro Pimentel tem prestado todos os esclarecimentos", afirmou Ideli após reunião de coordenação, no Palácio do Planalto.
Segundo a ministra, a avaliação dos líderes do governo é de que as explicações de Pimentel, que prestou consultoria nos anos de 2009 e 2010, "têm sido satisfatórias" e por isso não houve necessidade de levar o tema para o Congresso Nacional.
Na semana passada, o governo se articulou para derrotar requerimento apresentado pela oposição para levar o ministro a prestar esclarecimentos ao Legislativo. Ainda há requerimento pendente no Senado sobre o assunto.
"É sempre importante e relevante realçar que ele não estava exercendo nenhum cargo público quando exerceu o seu trabalho de economista prestando as consultorias. Ele não era nem ministro, nem prefeito, deputado, nem senador. Ele estava exercendo a tarefa profissional dele de economista", afirmou Ideli Salvatti.
Defensores
Outro político que saiu em defesa de Pimentel, ontem, foi o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). O ministro é um dos principais padrinhos políticos do socialista ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Lacerda afirmou que o petista "não tem esqueleto no armário" e disse que não vê problemas no fato de o sócio do ministro na P-21 Consultorias e Projetos, Otílio Prado, ter trabalhado como assessor da prefeitura enquanto atuava na empresa. Pois só tinha 1% de participação na empresa e não tinha ingerência.
Ontem, a presidente Dilma orientou a base aliada a impedir qualquer convocação de Pimentel. O Planalto também conta com a ajuda do calendário natalino para abafar o caso.
Pimentel estava com passagem marcada para Genebra para participar da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), na noite de ontem. A presidente o orientou a viajar tranquilo, assegurando-lhe que as lideranças partidárias garantiram que não haveria risco de ele ser convocado pelo Congresso para dar explicações. 

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