sexta-feira, 3 de junho de 2011

ASSALTO AO BANCO CENTRAL DO CE: POLÍCIA PRENDE SUSPEITO EM SP

Edésio Sobrinho estaria montando um ponto de venda de drogas em uma favela na zona sul de São Paulo
A maior ação criminosa já planejada no País levou R$ 164,7 milhões do Banco Central de Fortaleza.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, ontem, um dos acusados de planejar o furto ao Banco Central de Fortaleza em 2005, quando foram levados R$ 164 milhões por meio de um túnel.
O gesseiro Edésio Batista das Neves Sobrinho, 32, foi detido na favela do Buraco Quente (zona sul), onde estaria montando um ponto de venda de drogas.
De acordo com o delegado Wagner Giudice, diretor do Departamento de Narcóticos (Denarc), o suspeito estava articulando a formação de uma nova quadrilha para atuar no tráfico de drogas. O foco das investigações não era Edésio Sobrinho, mas, como ele foi identificado em um grampo telefônico durante as investigações sobre o furto ao Banco Central, acabou sendo detido.
Sobrinho já tinha sido preso pela Polícia Federal em 2008, em São Paulo, quando se envolveu em um acidente de trânsito. Na ocasião, o suspeito foi transferido para uma penitenciária de Itaitinga (35 Km de Fortaleza). Em fevereiro deste ano, ele e outras nove pessoas foram resgatadas numa ação realizada por cinco criminosos armados com fuzis.
O suspeito não resistiu à prisão e deverá ser transferido para um presídio. Ontem, ele não quis dar entrevista. Aos policiais, ele negou participação no furto. A reportagem não localizou seus advogados.
O caso
O furto ao Banco Central de Fortaleza ganhou destaque no mundo todo por ter sido a maior ação já orquestrada por criminosos em toda a história do Brasil. Para realizar o assalto, os ladrões abriram túnel de 78 metros até o cofre do banco e levaram R$ 164,7 milhões.
O cofre havia sido fechado às 18h do dia 5 de agosto de 2005 e o rombo só foi descoberto três dias depois, na manhã do dia 8. Ao chegarem ao trabalho, funcionários do BC viram um buraco de 70 centímetros de diâmetro no piso do cofre e deram pela falta de cinco contêineres de cédulas de R$ 50.
Para chegar ao cofre, os ladrões perfuraram um piso de 1,10 metro de espessura de concreto revestido com uma malha de aço. Dentro do cofre havia sensores de movimento e câmeras de vigilância. O assalto foi comandado por três quadrilhas, duas de São Paulo e uma do Ceará. Por conta da investigação, os policiais chegaram a outro roubo a banco, no Rio Grande do Sul, quando 28 pessoas foram presas - algumas no túnel cavado para o assalto.

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