quinta-feira, 9 de junho de 2011

DESTRUIÇÃO NA LÍBIA: CASA DE KADAFI É REDUZIDA A RUÍNAS

Após realizar seu ataque mais violento, Otan afirmou que continuará na Líbia para proteger a população

Mesmo após fortes bombardeios a seu complexo residencial, Kadafi prometeu continuar na Líbia e lutar até a morte
No interior do imenso complexo residencial do ditador líbio, Muammar Kadafi, em Trípoli, que foi bombardeado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), não restaram mais que ruínas e prédios destruídos.
Por trás das impressionantes muralhas pintadas de verde que rodeiam o complexo, há ruínas fumegantes, pedaços inteiros de paredes quase caindo, água vazando, partes de colchões e sucatas metálicas espalhadas por toda a casa.
Alguns prédios, que já estavam danificados há semanas em consequência dos ataques anteriores, voltaram a ser bombardeados na última terça-feira.
Desde 19 de março, quando começaram as incursões aéreas das potências ocidentais, o complexo residencial foi o principal alvo dos ataques. Muitos prédios foram derrubados.
Na terça-feira (7), três edifícios da administração local e um outro, onde funcionava um gerador de eletricidade, foram destruídos.
Ao lado dos escombros de um destes prédios vê-se uma enorme cratera de seis metros de diâmetro e mais de dois metros de profundidade, provavelmente causada por uma bomba que errou o alvo. O sistema de irrigação foi acionado para reduzir a poeira local.
"Eles estão treinando, esses covardes. Estão se divertindo", acusou um dos seguranças de Kadafi, antes de mostrar um corpo deitado sob uma bandeira do país. "É mais uma pessoa que morreu em decorrência dos bombardeios de terça-feira", afirmou.
"Existem outras vítimas, mas elas estão debaixo dos escombros. Não conseguimos recolher todos os corpos", explica o segurança, em meio a residência deserta. Segundo ele, ao menos seis bombas caíram sobre a casa do líder líbio e outras seis sobre o quartel de uma "guarda do povo, localizado em frente a Bab Al Aziziya.
Os bombardeios de terça-feira foram os mais violentos realizados até o momento pela Otan.
Proteção
Ontem, os ministros da Defesa da Aliança do Atlântico afirmaram, em Bruxelas, que estão decididos a continuar com a intervenção na Líbia "todo o tempo que se fizer necessário" para proteger a população civil das forças do líder líbio.
Mas, com autoridades como o secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague, falando explicitamente sobre a necessidade da renúncia de Kadafi, os críticos dizem que a Otan foi muito além do mandato que a ONU lhe conferiu para proteger os civis.
Após os ataques, Kadafi prometeu terça-feira permanecer na Líbia e combater até o fim.

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