segunda-feira, 28 de junho de 2010

ELEIÇÕES NA BAHIA: DILMA NO PALANQUE DE JAQUES

Dilma Rousseff evitou declarar em quem recomenda o voto na Bahia e não opinou sobre campanha de José Serra
Há uma semana, ela apareceu na convenção de Geddel Vieira Lima, que também concorre ao Governo baiano
Com uma hora de atraso, a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), participou na manhã de ontem, em Salvador, da convenção que oficializou a candidatura do governador Jaques Wagner (PT) à reeleição na Bahia. Dilma também era esperada em convenções realizadas em Fortaleza e Brasília, mas explicou a ausência por meio de nota especial lida nos eventos.
Na chegada, a candidata à presidência não quis responder às perguntas sobre a crise envolvendo a definição do vice na chapa adversária de José Serra (PSDB). "Não é correto me manifestar sobre problemas das outras candidaturas. Cada campanha tem suas características. A minha é uma aliança", se limitou à dizer diante da pergunta sobre como avalia a possibilidade da configuração de uma chapa "puro-sangue" no PSDB em âmbito nacional.
Apesar da recusa, integrantes da campanha petista presentes ao encontro comemoravam reservadamente as divergências públicas entre DEM e PSDB para a definição do vice de Serra. Uma semana depois de participar da convenção de Geddel Vieira Lima (PMDB), adversário de Wagner na Bahia, Dilma também evitou declarar em quem recomenda o voto no Estado. Ao lado dela, o governador do PT exibia aos cinegrafistas e fotógrafos, nesse instante, uma camisa com os nomes dele e de Dilma bordados ao lado do número 13, o número do PT.
Vantagem
Sobre a liderança na pesquisa Ibope divulgada na última quarta-feira - ela aparece cinco pontos percentuais à frente de Serra -, Dilma voltou a dizer que não subirá em "salto alto" nem sentará na cadeira antes da hora, em referência à disputa em que o tucano Fernando Henrique Cardoso foi fotografado na cadeira de prefeito de São Paulo, em 1985. Ele, entretanto, acabou perdendo as eleições para Jânio Quadros. "Quem sentou na cadeira antes, perdeu a eleição. Tiveram até que desinfetar a cadeira", disse Dilma.
Machismo
A candidata do PT também voltou a dizer que aqueles que dizem que ela vem sendo uma marionete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm uma avaliação machista. "Já fui acusada de ser uma mulher forte demais mandando em um governo de homens. Agora, acontece exatamente o contrário. (...) Em uma ocasião é forte demais. Em outra, frágil demais. Não sou nem uma coisa nem outra, sou como qualquer outra mulher", disse.
O encontro do PT baiano reuniu cerca de 3.000 pessoas no Centro de Convenções de Salvador. Por volta das 13h, os candidatos presentes começaram a fazer os discursos.
Em entrevista à imprensa, antes do evento, o candidato ao Senado Walter Pinheiro (PT) afirmou que a sociedade do Estado saberá distinguir, entre Wagner e Geddel, quem tem "o verdadeiro DNA petista".

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