sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ministro assume: Dilma evoca Brizola e Jango em posse

Brizola Neto disse estar orgulhoso de assumir o Ministério do Trabalho, cuja história, para ele, se confunde com a do trabalhismo
Cinco meses após a demissão de Carlos Lupi da Esplanada dos Ministérios, a presidente Dilma Rousseff deu posse ontem ao novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, em uma cerimônia em que foram evocados os nomes de Leonel Brizola e João Goulart. Neto assume uma pasta que foi alvo de uma série de escândalos já enfrentando resistência dentro do próprio partido - a bancada da Câmara preferia o nome do deputado Vieira da Cunha (RS).
Dilma agradeceu os serviços prestados pelo interino Paulo Roberto Pinto e até afagou Lupi, varrido da Esplanada dos Ministérios após a Comissão de Ética da Presidência da República recomendar a sua exoneração.
A presidente aproveitou a cerimônia para exaltar João Goulart e Leonel Brizola, respectivamente tio-avô e avô do novo ministro, o mais jovem da Esplanada - tem 33 anos. Neto tem apoio das centrais sindicais, principalmente da Força Sindical, presidida pelo deputado pedetista Paulo Pereira da Silva (SP).
"Em 1953, também jovem e determinado, Jango foi empossado ministro do Trabalho do governo democrático de Vargas. Foi Jango quem deu à pasta do Trabalho grande peso político e grande dimensão", afirmou Dilma. "Nomear como ministro do Trabalho e Emprego Brizola Neto reforça, em meu governo, o reconhecimento da importância histórica do Trabalhismo na formação do nosso país".
Ele admitiu ontem que ainda há divergências internas no seu partido, o PDT, para a aceitação do seu nome para comandar a pasta. Embora a presidente Dilma Rousseff tenha demorado a anunciar o nome de Brizola Neto, na expectativa de um acordo na seara do PDT, a escolha não foi vista com bons olhos pela bancada na Câmara.

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