quarta-feira, 4 de maio de 2011

VÍTIMAS DO VOO 447: BUSCA POR CORPOS TEM INÍCIO

Nenhum corpo foi encontrado no primeiro dia de busca; 68 pessoas estão a bordo do navio usado no resgate

A operação para resgatar os corpos dos passageiros do voo 447 da Air France, que caiu no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo, começou hoje. O acidente aconteceu em junho de 2009, no trajeto entre Rio-Paris.
De acordo com a agência, uma pessoa ligada à operação do BEA (Birô de Investigações e Análises), órgão do governo francês responsável pela investigação do acidente, afirmou que, por enquanto, nenhum corpo foi resgatado. A equipe mantém prudência sobre os resultados da operação, principalmente devido ao fato de que os corpos das vítimas da tragédia passaram muito tempo submersos.
As causas do acidente com o Airbus A330 podem ser esclarecidas após a análise das duas caixas-pretas recuperadas domingo (1º) e segunda-feira.
De acordo com o BEA, 68 pessoas estão a bordo do navio de busca, incluindo a tripulação. Entre elas estão nove operadores do robô submarino, técnicos da empresa americana Phoenix International, proprietária dos equipamentos, e membros do BEA. O coronel Luís Cláudio Lupoli, da Força Aérea Brasileira (FAB), também está a bordo do navio. Ele é o representante brasileiro na comissão de investigação do acidente.
Até o momento, os motivos da tragédia não foram explicados. Os investigadores franceses determinaram que houve falha nas sondas de velocidade da aeronave, mas consideraram que essa avaria não bastaria para explicar o acidente.
Em decisão inédita, a Justiça aumentou de R$ 1,22 milhão para R$ 1,4 milhão o valor da indenização por danos morais devida pela Air France à família de uma vítima do acidente no voo 447. A decisão de ontem do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), foi a primeira tomada por um colegiado - as outras ações ainda não chegaram à segunda instância.
A psicóloga Luciana Clarkson Seba, 31, viajava com o marido e os sogros. Iria passear e visitar uma cunhada na França. Todos morreram e nenhum corpo foi localizado.
Em decisão anterior, de primeira instância, a Justiça havia ordenado, como indenização por dano moral, o pagamento de R$ 510 mil a cada um dos pais e R$ 100 mil a cada uma das duas avós. Houve dois recursos - a Air France pediu a redução da quantia e a família de Luciana, o aumento do valor.
O TJ-RJ negou o recurso da empresa de aviação e atendeu parcialmente a família da vítima, aumentando para R$ 600 mil a indenização a cada pai e R$ 200 mil a cada avó. Outra discussão envolvia uma pensão cobrada pela família da vítima à mãe dela. Luciana dava à mãe parte de seu rendimento mensal, de R$ 18 mil. A Justiça já havia determinado o pagamento de R$ 5.000 mensais pela Air France à mãe da vítima.

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