quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MINISTÉRIO DO TURISMO: 18 acusados já foram liberados

A "Operação Voucher" prendeu um total de 36 pessoas, que podem ter participado de desvios de recursos públicos

A Polícia Federal liberou ontem 18 pessoas presas na "Operação Voucher", após prestarem depoimento. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal no Amapá no fim da tarde de ontem. Todos os presos liberados haviam sido alvo de prisão temporária.
Outros 18 suspeitos, com prisão preventiva decretada, seguem detidos em Macapá. Sete deles entraram com pedidos de liberdade ontem no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Segundo a procuradoria, os suspeitos estão presos para que não interfiram nas investigações.
A "Operação Voucher" prendeu 36 pessoas, em São Paulo, Brasília, Curitiba e Macapá. Ao todo 38 mandados de prisão foram expedidos. Duas pessoas seguem foragidas.
As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).
Entre os ainda presos estão o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, o ex-secretário-executivo da Pasta, Mário Moyses, e o Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento para o Turismo, Colbert Martins.
O Ministério Público Federal afirma, em documento de investigação, que a cúpula do ministério aprovou prestações de contas fraudadas do Ibrasi para liberar recursos à entidade nos últimos dois anos. "Fica evidente a omissão dolosa do Ministério do Turismo", diz o parecer.
Segundo o MPF, a cúpula da Pasta atuou em conluio com fiscais do Ministério para facilitar a liberação dos recursos para o Ibrasi, que, recebeu R$ 4 milhões para fazer capacitação técnica no Amapá, mas nunca executou o projeto.
O advogado Alessandro Brito, que defende o Ibrasi, negou ontem que a entidade tenha criado uma organização criminosa para desviar recursos.
Ontem, após a ação da PF na pasta comandada pelo PMDB, a crise do governo federal com a base parlamentar ficou maior. Deputados da base aliada entraram em obstrução na Câmara e se negaram a votar qualquer proposta até a próxima semana.
Líderes da base na Câmara criticaram denúncias sobre o governo. "Não podemos transformar o país em uma delegacia de Polícia", disse o deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

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