sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Abalos sísmicos: Tremores de terra em Sobral estão mais frequentes

Resultantes de uma falha geológica em Meruoca, os tremores têm se tornado mais comuns desde 2008

A atividade sísmica nesta cidade vem registrando abalos com mais frequência desde 2008. Em quatro anos, a região tem sofrido pequenos tremores de terra, que já somam mais de quatro mil. Neste ano, o primeiro tremor foi registrado foi na madrugada da última quarta-feira, com 2.1 de magnitude. Os 2.1 graus na escala Richter não assustaram tanto os moradores do distrito de Jordão, onde o abalo foi mais sentido.
A Defesa Civil de Sobral está sempre de prontidão para esses eventos, que vem se verificando com mais assiduidade em Jordão. Tanto que o subtenente Marcos Costa é o primeiro a relatar os abalos à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que mantém um centro de estudos sismográficos do Nordeste. É com base nas orientações da UFRN que a Defesa Civil sobralense toma as medidas necessárias para tranquilizar a população da região.
"Não temos registros de grandes tremores. A maioria deles muitas vezes nem é percebido pela população", informa Marcos Costa. Ele destaca que o abalo desta semana também foi pouco notado pelos moradores de Jordão e que não teve nenhuma repercussão em termos de danos materiais nas residências.
Sobral vem verificando esta atividade sísmica mais constante há quatro anos. Durante esse período, o maior abalo chegou a 4.2 graus. Aconteceu em maio de 2008. De lá para cá, mais de quatro mil abalos foram constatados pelas estações sismográficas da Zona Norte distribuídas em Sobral e Morrinhos.
Esses tremores são causados por uma falha geológica denominada de Riacho Fundo, que está localizada na Serra do Rosário, no Município de Meruoca.
Há catalogação de tremores entre 2008 e 2012 em outras cidades da Zona Norte - Alcântaras, Meruoca, Santana do Acaraú, Morrinhos, Granja, Senador Sá, Frecheirinha, Massapê e Hidrolândia. A UFRN faz ainda levantamentos para saber da existência de fendas geológicas nessas cidades onde foram sentidos os tremores. Os estudos são demorados, porque precisam de vários dados científicos que estão sendo levantados. O maior abalo registrado na Zona Norte do Ceará aconteceu em 1991, na cidade de Irauçuba, com 4.8 graus.
Atlântico
Nos primeiros 16 dias de 2012, foram observados três tremores na parte sul da Cordilheira Meso Oceânica, no Atlântico, que tem repercussão no Nordeste do Brasil. Os dois maiores abalos aconteceram no último dia 15, por volta das 19h, e no dia 16, por volta das 18h.
Cada um desses abalos teve magnitude de 5.1 graus, considerada normal para dentro do mar. A Cordilheira Meso Oceânica está localizada em frente à Costa Brasileira e a captação dos tremores foi feita pela estação sismográfica, que fica no Nordeste Brasileiro.
Bacia Potiguar
No Nordeste Brasileiro, há registros da UFRN de atividade sísmica mais frequentes há um ano na cidade de Pedra Preta, no Rio Grande do Norte. Ali foram anotados, no final do ano passado, tremores que variaram de 1.8 a 2.0 graus. Continua tremendo também em outra cidade potiguar, João Câmara.
Neste Município, a atividade sísmica mais frequente teve início em 1989, quando foi verificado um tremor de magnitude 5.0. A Bacia Potiguar é a principal região de sismicidade do Nordeste. A segunda região de sismicidade é a da Zona Norte do Ceará.

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