terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Economia Europeia: Crescimento é solução para crise, dizem líderes

Merkel e Sarkozy se esforçaram para demonstrar sintonia quanto à saída da recessão.


A chanceler alemã e o presidente francês mostraram-se otimistas sobre a assinatura  de um pacto fiscal pelos países da zona da UE
Os líderes de Alemanha, Angela Merkel, e França, Nicolas Sarkozy, se reuniram ontem em Berlim para discutir maneiras de incentivar o crescimento econômico nos Estados da zona do euro que estão enfrentando dificuldade para superar a crise de dívida pública e o desemprego elevado.
Merkel e Sarkozy afirmaram que pretendem finalizar as negociações sobre as novas regras de aperto fiscal na União Europeia nos próximos dias. Os dois líderes ressaltaram que alavancar o crescimento econômico deve ser prioridade para conseguir conter a situação.
Sarkozy disse esperar que o novo tratado possa ser assinado no máximo no começo de março, e que as decisões tomadas em especial dentro da zona do euro sejam rápidas e colocadas em ação de forma imediata.
Segundo Merkel, as negociações sobre o pacto fiscal estão "progredindo positivamente" e há "uma boa chance" de que o acordo seja assinado ainda no fim deste mês.
A chanceler alemã ressaltou ainda que ela e Sarkozy concordaram que precisam encontrar uma maneira de acelerar a injeção de capital no Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES), um fundo criado para resgatar Estados à beira do default (suspensão de pagamentos).
Merkel garantiu que não vai conversar com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, hoje para discutir a situação da Grécia. Segundo ela, o tempo está acabando para Atenas e as negociações com os credores do país devem ser concluídas rapidamente. "Caso contrário, vamos chegar ao ponto de não conseguirmos pagar o próximo montante do resgate à Grécia".
Sarkozy pediu que os países se comprometam em equilibrar seu déficit para conter a crise da dívida e garantiu que a França vai cumprir com seus objetivos.
O líder francês disse ainda que concordou com Merkel em pedir ao Banco Central Europeu que ele faça tudo que estiver a seu alcance para que o EFSF (sigla em inglês para Fundo de Estabilidade Financeira Europeu) "funcione o melhor possível" .
Cisão com o Reino Unido
O acordo demonstrado entre França e Alemanha levanta a suspeita de que uma nova quebra aconteça entre o bloco e o Reino Unido, uma vez que os britânicos se opõem fortemente a uma taxa sobre as transações financeiras dentro da UE, a não ser que ela valha para o mundo todo.
Sarkozy já havia alertado que a França não esperaria pelos demais sócios para introduzir uma taxa às transações financeiras.

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