sexta-feira, 5 de junho de 2009

MUSEU MADI EM SOBRAL DEVERÁ SER TRANSFERIDO

Devido às inúmeras paralisações acontecidas no Museu de Arte Contemporânea de Sobral (Museu Madi), provocadas pelas constantes cheias do Rio Acaraú, a Prefeitura estuda a mudança do prédio para outro local. A informação foi dada pelo secretário de Cultura e Turismo do município, Joan Edersson. “Nós precisamos tomar uma decisão. Provavelmente nós não vamos mais manter o museu no mesmo lugar. Nós já temos uma promessa do Ministério da Cultura, por meio do Instituto Brasileiro de Museus, que já sinalizou em nos ajudar na construção de um novo prédio”, disse o secretário municipal de Sobral. Sobre o provável local para onde será transferido o museu, Joan Edersson informou que o melhor endereço ainda está indefinido. “Precisamos firmar outras parcerias, buscar recursos junto a Secretaria de Cultura do Estado. No momento, esta decisão ainda depende de negociações”. Na Secretaria de Infra-estrutura de Sobral, ainda não existe estudo para viabilizar a mudança do museu.
Duas enchentes
O prédio onde funciona o Museu Madi foi idealizado pelo uruguaio Carmelo Arden Quin, e está situado na margem esquerda do Rio Acaraú. Devido a sua localização, está vulnerável a alagamentos. Já sofreu dois: em 2004, quando ainda estava em construção, e neste ano, o que deixou o prédio parcialmente destruído. Um pier foi parar dentro da estrutura. Uma grade e parte do piso foram arrancados.
Edersson garantiu que todo acervo está guardado e que nenhuma das peças expostas foi danificada, com exceção das que ficam na parte externa do museu que são obras monumentais. “Nenhuma das obras foi danificada, todas foram retiradas e guardadas na Casa da Cultura, antes da inundação do rio”. Das quase 100 peças, apenas 55 estão à mostra.
Segundo o secretário de Cultura, por motivo de segurança, o valor das obras não pode ser revelado, mas algumas são avaliadas em até 300 mil euros (o equivalente a R$ 825 mil). O curador e artista plástico Roberto Galvão esteve em Sobral, e registou, por meio de fotografias, a destruição do museu.
“Roberto Galvão veio e fez as fotos. Vai nos fazer uma proposta de exposição das peças, que precisam seguir alguns padrões técnicos. Não vamos poder expor todas na Casa da Cultura, mas algumas já podem ser vistas pelos visitantes”, garantiu o secretário.
As imagens das enchentes do Rio Acaraú, bem como do Museu Madi debaixo d’água, foram mostradas ao mundo inteiro pelo canal CNN. Devido às imagens mostradas pela televisão, os artistas plásticos da França, que doaram obras ao Museu Madi de Sobral, tomaram conhecimento da gravidade da situação.
O Madi foi inaugurado no dia 5 de julho de 2005, por ocasião do aniversário da cidade, e está situado no espaço do anfiteatro à margem esquerda do Rio Acaraú, integrado à Escola de Cultura Comunicação Ofícios e Artes (Ecoa).
Com a criação do museu, a cultura sobralense ganhou visibilidade internacional. O espaço é o primeiro do gênero construído no Brasil e também único representante do Movimento Madi no País. Ao todo, cerca de 100 obras doadas por artistas Madi do mundo inteiro fazem parte do acervo do museu. São esculturas, pinturas e desenhos de valor artístico inestimável. Sobre a exposição itinerante, semelhante ao que aconteceu no ano passado no Espaço Cultural Dragão do Mar em Fortaleza, o secretário de Cultura de Sobral adiantou que existe o acerto entre o museu e os artistas que doaram as peças para, a cada três anos, o Madi promover uma exposição fora do seu espaço físico.
“Estamos negociando com a Empresa de Correios e Telegráficos a possibilidade de levar para o seu espaço cultural parte do acervo das obras, como estamos negociando com outras instituições como, por exemplo, o Espaço Cultural da Universidade de São Paulo (USP)”, finalizou.

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