segunda-feira, 12 de setembro de 2011

DIPLOMACIA: Brasil repudia extremismo

Em carta ao presidente dos EUA, a líder brasileira defendeu a reconciliação entre o Ocidente e o mundo árabe
Dilma Rousseff pediu a Obama a promoção do desenvolvimento econômico e de oportunidades para a construção da paz
A presidente Dilma Rousseff repudiou o extremismo violento numa carta de solidariedade enviada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a propósito dos 10 anos dos ataques sofridos pelo país em 11 de setembro de 2001.
"Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento", diz a carta divulgada pelo Palácio do Planalto.
No documento, a presidente diz partilhar da visão de Barack Obama, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as formas, mas fez um apelo pela reconciliação entre o Ocidente e o mundo árabe e pela eliminação do armamentismo nuclear.
Dilma também pediu a Obama a promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação.
Em cerimônia em Istambul, na Turquia, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que o mundo atual deve buscar mecanismos de equilíbrio e condenou o que chamou de excesso de "poder militar".
Após encontro com o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, o ministro brasileiro mencionou o episódio de 11 de setembro e referiu-se às guerras no Afeganistão e Iraque. Segundo ele, as "intervenções" mostraram a incapacidade de solução de conflitos. "A guerra no Iraque e no Afeganistão mostrou os limites do poder militar, país algum solitariamente pode estabelecer a direção do mundo. Nem os mais poderosos e temos novos atores presentes", disse.
O chanceler ressaltou que só há um caminho para alcançar o desenvolvimento e o equilíbrio global: "A paz é que promove a paz. A tolerância da educação é o caminho". Ele afirmou que o Brasil é favorável ao diálogo e a soluções negociadas.

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